GT03 - Movimentos sociais, sujeitos e processos educativos

Vertical Tabs

Apresentação

Objetivos

O GT 3 é constituído por pesquisadores/as da educação e de outras áreas das ciências humanas e  sociais dedicados à investigação de vários subtemas no interior de sua temática mais ampla, tais como:  desafios teóricos e metodológicos na análise dos movimentos sociais; movimentos sociais e ações coletivas, especialmente considerando o lugar dos/as sujeitos/as e dos processos educativos presentes nas ações;  estudos e investigações que se voltam à compreensão do diversificado rural brasileiro, mediante a análise das lutas sociais e das culturas do e no campo, levadas a efeito por ações coletivas, movimentos populares e sociais, comunidades, organizações de setores,  segmentos sociais e geracionais distintos, e suas relações sociopolíticas com diferentes esferas,  instituições e dimensões da educação escolar e não escolar;  pesquisas sobre a condição juvenil em diferentes esferas - educação, trabalho, cultura, lazer, ação coletiva, participação política, mídias, religião, dentre outros, considerando desigualdades e diferenças de classe, cor/ raça, gênero e sexualidade, local de moradia, dentre outros marcadores sociais.

O GT03 tem como principal objetivo investigar e refletir sobre as experiências educacionais promovidas por ou com movimentos sociais, enfatizando a forma de participação dos sujeitos – educadores e/ou educandos – nessas experiências, bem como buscando compreender a configuração dos seus processos educativos. Adota-se uma concepção ampla de movimentos sociais, abarcando quaisquer ações coletivas, nascidas de modo autônomo ou fomentadas por instituições diversas, que diante dos desafios da realidade socioeconômica e política, apresentam outras possibilidades para os processos educativos.

As origens...

O GT 03 tem sua origem em 1981, com a criação do GT Educação para o meio rural, sob coordenação da professora e pesquisadora Maria Julieta Calazans (UERJ), que permaneceu na sua condução até 1985. Em 1986 a coordenação esteve com Jacques Therrien, Maria da Graça Nóbrega e Orestes Presti. Jacques Therrien, da Universidade Federal do Ceará, ficou na sua coordenação até o ano de 1990, quando assumiu a professora Maria Nobre Damasceno, também da UFC, que permaneceu até 1993.

Ampliando o olhar para os movimentos sociais

A partir de 1993, o GT passa a se denominar Movimentos sociais e educação, novamente sob a coordenação da Profa. Julieta Calazans, com a Profa. Maria da Glória Gohn (Unicamp) como vice- coordenadora. Inauguram-se discussões sobre as relações entre educação e movimentos sociais, os paradigmas na análise dos movimentos sociais, os novos movimentos sociais e os processos educativos formais e não formais.

Em 1995 a Profa. Marília Pontes Sposito (USP) assume a coordenação do GT. Seguiram-se as seguintes coordenações: Maria Amélia Giovanetti (UFMG) em 2000; Nilton Bueno Fischer (UFRGS) de 2001 a 2003; Cláudia Pereira Vianna (USP) de 2003 a 2006; Sônia Aparecida Branco Beltrame ( UFSC) de 2006 e Juarez Tarcísio Dayrell (UFMG) de 2008 a 2010.

 

A trajetória do GT 3 durante esse período foi registrada no Trabalho Encomendado “GT Movimentos Sociais e Educação: percurso, identidade e perspectivas”, das Profas. Maria Antônia de Souza e Sônia Beltrame apresentado na 32a. Reunião Anual de outubro de 2009. Nesse texto, além de resgatarem a história do GT, as autoras fazem uma importante reconstituição da consolidação da temática das relações entre movimentos sociais e educação em nossa Associação, além da análise dos temas apresentados em nossos diversos encontros.

Movimentos sociais, sujeitos e processos educativos

Em 2010, a Profa. Maria Antônia de Souza (UTP/UEPG) assume a coordenação do GT e fica até 2012. Em outubro de 2010 o GT passou a se denominar Movimentos sociais, sujeitos e processos educativos, fruto de longas discussões teóricas sobre os objetos de investigação do GT. Levou-se em consideração uma ampliação do campo para novos temas e abordagens teóricas cuja ênfase, em vários estudos, tem priorizado a discussão sobre os sujeitos e os processos educativos presentes nas ações coletivas e movimentos sociais diversos.

Essa nova fase vivida pelo grupo, além de se abrir para incorporar questões emergentes no campo das novas configurações sociais manifestas pelos atores sociais e seus coletivos, buscou garantir a continuidade e o aprofundamento das discussões em torno do tema movimentos sociais na ANPEd. Nesse período, o GT buscou fortalecer seu papel de indutor do debate em torno do tema, investindo esforços para sua divulgação e para fortalecer sua articulação com outros grupos de pesquisas.

Temáticas acolhidas no GT 03

Um balanço dos trabalhos do GT pode ser feito a partir dos sujeitos abordados e dos objetos de investigação. No primeiro recorte, jovens, camponeses e indígenas têm sido os atores sociais mais representativos nos trabalhos apresentados no GT nos últimos anos. Além deles, embora com menor incidência, as experiências empreendidas por mulheres, afrodescendentes e outros coletivos em ações de educação não-escolar também transitam pelo grupo. Do ponto de vista das temáticas abordadas, os trabalhos refletem a diversidade de ações coletivas presentes na sociedade brasileira. Vários trabalhos dizem respeito à educação do campo abordando experiências educativas empreendidas por movimentos sociais do campo (Escolas Famílias Agrícolas, escolas de assentamentos, experiências junto ao Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária - PRONERA), ações coletivas no campo (MST, Via Campesina, experiências de economia solidária no campo, classes multisseriadas) e demandas dos movimentos sociais em relação à educação escolar (educação infantil, educação especial). Muitos trabalhos também dizem respeito às juventudes em diferentes ações coletivas (jovens e militância política), experiências educativas de políticas públicas (ProJovem Urbano, ProJovem Prisional) e trajetórias juvenis (universitários/as, jovens trabalhadores/as, jovens em medidas socioeducativas). Outros trabalhos abordam o tema da educação indígena, como a formação intercultural de professores e as experiências de educação escolar indígena.

Tal diversidade reflete a inserção e atuação dos membros do GT em grupos de pesquisa, muitos deles articulados nacionalmente por meio dos Observatórios da Educação do Campo, Observatórios da Juventude, Formação de Professores Indígenas e Licenciaturas em Educação do Campo.

As reuniões do GT na presente década têm se caracterizado por um intenso processo de reflexividade do grupo, acerca de sua identidade e das possibilidades de pesquisa e engajamento na realidade educacional. Para tanto, constantemente têm induzido trabalhos e minicursos para subsidiar as discussões sobre os fundamentos e abordagens mais recentes nesse campo, bem como avaliar a produção do próprio GT03. Assim, os trabalhos encomendados e minicursos buscaram aprofundar os debates sobre sujeitos, processos educativos, movimentos sociais, políticas públicas,  diversidades, metodologias qualitativas, juventude do/no campo, ações coletivas juvenis e metodologias de projetos sociais com jovens. Em 2017, foi apresentado um trabalho que refletiu sobre a recente produção do GT. Além disso, as sessões especiais articuladas no âmbito da subárea abordaram a temática de gênero, educação ambiental,  jovens no mundo do trabalho, protestos sociais  e juventude e educação.

Dados do Grupo
Coordenador:
Maria Carla Corrochano / UFSCAR
E-mail do Coordenador:
carla.corrochano@gmail.com
Vice-coordenador:
Luis Antonio Groppo / UNIFAL
Grupos de Pesquisa

EDUCAÇÃO DO CAMPO - UEFS
Coordenação: Ludmila Oliveira Holanda Cavalcante; Fabio Dantas de Souza Silva

O grupo de estudos em Educação do Campo da Universidade Estadual de Feira de Santana desenvolve uma trajetória de pesquisa em Educação do Campo sob três enfoques básicos: Educação do Campo e Movimentos Sociais, Educação do Campo e Políticas Públicas e Práticas Pedagógicas e Educação do Campo. Para consolidação do seu trabalho trazendo o “campo” como universo fundamental de análise, o grupo faz interface entre as ações da Equipe de Estudos e Educação Ambiental da Universidade Estadual de Feira de Santana (EEA) e o Centro de Documentação em Educação (CEDE), buscando interagir academicamente com diferentes possibilidades de debate do campo e sua legitimação dentro da universidade pública via ações de pesquisa, ensino e/ou extensão. Atua com estudantes de pós-graduação (mestrado), e graduação (iniciação científica) das diversas áreas, assessorando o Curso de Direito da Terra – PRONERA UEFS, e articulando diferentes perspectivas de ações pedagógicas de caráter socioambiental, em municípios rurais da região circundante. Seus pesquisadores estão envolvidos em temas de pesquisa como PRONERA, educação infantil, educação de jovens e adultos, educação ambiental, Pedagogia da Alternância, escolas famílias agrícolas, gênero no rural, juventude e campo. Suas pesquisas têm apoio da FAPESB (via bolsas dos estudantes), e CNPQ (via projeto de pesquisa com financiamento externo).

Juventude: políticas públicas, processos sociais e educação - UNIRIO
Coordenação: Mônica Dias Peregrino; Diógenes Pinheiro

O Grupo de Pesquisa POLÍTICAS PÚBLICAS EM EDUCAÇÃO - POPE atua desde 2007, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO, envolvendo pesquisadores e estudantes de distintas formações e experiências, na produção de pesquisas e intervenções de caráter interdisciplinar. Desde sua criação, desenvolve ações conjugando pesquisa, extensão e ensino. Seu eixo condutor está centrado no debate sobre a construção de políticas públicas no campo da educação e as relações sociais que as sustentam, subdividindo-se de acordo com as áreas específicas de interesse do conjunto de professores, pesquisadores e discentes participantes, tais como: juventude; educação popular e movimentos sociais; educação de jovens e adultos; avaliação de programas e projetos educacionais. As avaliações e pesquisas produzidas têm como perspectiva incidir na construção, vigência, monitoramento e ampliação de políticas públicas com maior qualidade social. A atuação do POPE dá ênfase à formação dos estudantes de pós-graduação, centrando sua orientação em: pesquisas em grupo; fomento a redes de pesquisadores brasileiros e sulamericanos; estudos de educação comparada em nível internacional. Além da produção docente e discente, das orientações e estudos concluídos, os pesquisadores vinculados ao POPE produziram, nos últimos anos, diversos artigos em periódicos científicos, nas áreas de Educação e Ciências Sociais.

Núcleo de pesquisa em educação do campo, movimentos sociais e práticas pedagógicas – NUPECAMP.
http://www.utp.br/nupecamp/historico.asp#h

Coordenação: Maria Antônia de Souza
As atividades de ensino e de pesquisa desenvolvidas desde 2002 na Linha de Pesquisa – Práticas Pedagógicas: Elementos Articuladores –, na Universidade Tuiuti do Paraná, deram origem ao Grupo de Estudos Prática Educativa e Movimentos Sociais do Campo. O grupo acumulou experiência com as pesquisas sobre práticas pedagógicas e Educação do Campo, na graduação em Pedagogia e no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação, no Mestrado e recentemente no Doutorado. Em 2010, fruto do intenso debate entre os membros do Grupo, foi criado o Núcleo de Pesquisa em Educação do Campo, Movimentos Sociais e Práticas Pedagógicas. Ele agrega pesquisadores egressos do Mestrado em Educação da Universidade Tuiuti do Paraná, da Universidade Estadual de Ponta Grossa, Universidade Federal do Paraná, Universidade de São Paulo entre outras, doutorandos, alunos de Iniciação Científica e de Trabalhos de Final de Curso (TCC). É fruto do debate com os egressos do mestrado em Educação, orientandos de mestrado, de iniciação científica, e com pesquisadores de outras instituições. Fruto, também, da pesquisa sobre os conteúdos das teses e dissertações, defendidas no período de 1987 a 2007 nos Programas de Pós-Graduação em Educação, que versaram sobre educação e movimentos sociais, com financiamento do CNPq, modalidade Produtividade em Pesquisa. Nos últimos anos o Núcleo tem sido marcado pela presença de pesquisadores que se interessam pela investigação da Educação do Campo e Práticas Pedagógicas. Como desdobramentos das atividades do NUPECAMP destacam-se dois projetos vinculados ao OBSERVATÓRIO DA EDUCAÇÃO/CAPES. Um deles investiga educação do campo na Região Sul do Brasil, no contexto de um núcleo em rede coordenado pela UFSC, em parceria com UFPEL. O outro investiga a educação do campo na Região Metropolitana de Curitiba e tem o intuito de envolver os municípios na problematização da gestão e práticas pedagógicas nas escolas públicas localizadas no campo.
Coordenação: Maria Antônia de Souza

Observatório Jovem do Rio de Janeiro – UFF
Coordenação: Paulo César Rodrigues Carrano; Elionaldo Fernandes Julião

O Observatório Jovem do Rio de Janeiro é vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Educação da UFF, em seu Campo de Confluência Diversidade, Desigualdades Sociais e Educação e na linha de pesquisa "Educação a Práticas Sociais e Educativas de Jovens e Adultos". O Grupo é interinstitucional e dele participam pesquisadores de outras duas universidades (UERJ e UniRio) e do CEFET-RJ. No âmbito das pesquisas desenvolvidas e suas repercussões, destacam-se as pesquisas concluídas: 1. Estado do Conhecimento Juventude e Escolarização (1980-1998) - INEP, 2002; 2. Juventude, escolarização e poder local; os resultados da pesquisa estão publicados no livro "Espaços públicos e tempos juvenis" (Global Editora, 2007; org. por Marilia Spósito); 3. Pesquisa Juventude Brasileira e Democracia: participação, esferas e políticas públicas (coord. IBASE/POLIS), realizada em 8 regiões metropolitanas por rede de organizações e universidades (2005). 4. Estado da arte da produção discente na área da juventude englobando os programas de pós-graduação em Educação, Ciências Sociais e Serviço Social do país no período compreendido entre 1999 e 2006, bem como a produção sobre juventude presente nos mais importantes periódicos dessas mesmas áreas. A pesquisa construiu banco de dados envolvendo as três áreas investigadas contemplando as principais informações sobre o trabalho. A pesquisa gerou também livro coletânea que reúne os resultados do segundo balanço da produção discente sobre o tema Juventude no interior da Pós-Graduação no Brasil (Editora Argumento, 2009). O grupo produziu, desde o ano de 2005, nove vídeos-documentários. O grupo coordena o Portal Ensino Médio EMdiálogo - www.emdialogo.uff.br -, apoiado pelo MEC e desenvolvido em rede de oito universidades federais (UFF, UFMG, UFSM, UFC, UFAM, UFPA, UnB, UFPR).

Observatório da Juventude da UFMG
Coordenação: Juarez Tarcísio Dayrell; Geraldo Magela Pereira Leão

O Observatório da Juventude da UFMG é um programa de pesquisa, ensino e extensão da Faculdade de Educação da UFMG. Está inserido no contexto das políticas de ações afirmativas em torno da temática educação, cultura e juventude, tendo como eixos norteadores a condição juvenil, políticas públicas, as práticas culturais e as ações coletivas da juventude na cidade e a construção de metodologias de trabalho com os jovens. o Programa vem desenvolvendo atividades de investigação, levantamento e disseminação de informações sobre a situação dos jovens na Região Metropolitana de Belo Horizonte desde 2003. Dentre os projetos já desenvolvidos destacam-se a pesquisa "Juventude Brasileira e Democracia, Participação, Esferas e Políticas Públicas", em parceria com o IBASE e POLIS. Em 2009 foi concluída a pesquisa "Juventude e Escola: uma análise da produção de conhecimentos", que se inseriu no âmbito da proposta de trabalho "Balanço e perspectivas do campo de estudos de Juventude no Brasil em conjuntura de expansão", coordenada pela prof. Marília Pontes Sposito(USP), cujos resultados foram publicados no livro O Estado da Arte sobre juventude na Pós Graduação Brasileira: educação, ciências sociais e serviço social (1999-2006). Os alunos de mestrado ( 5) e doutorado ( 4) vem desenvolvendo pesquisas abordando temáticas como juventude e ensino médio; juventude e relações etnico-raciais; juventude e migração; juventude e as tecnologias de informação e comunicação; dentre outros temas, o que vem adensando o conhecimento do campo de estudos da juventude. Ao mesmo tempo o Observatório vem realizando inumeros projetos de extensão, com enfase na formação de jovens e professores, estimulando o desenvolvimento de políticas públicas e de projetos orientados para este segmento da população.

Observatório Social da Juventude – UFRB
Coordenação: Nilson Weisheimer; Denise Helena Pereira Laranjeira

TEIA: Territórios, educação integral e cidadania
Coordenação: Lúcia Helena Alvarez Leite

O grupo participa, em conjunto com a UNIRIO, UFPR e UNB,da pesquisa interinstitucional: educação integral em tempo integral no ensino fundamental: concepções e práticas na educação brasileira,a partir da solicitação da SECAD/MEC. Tem atividades de extensão junto à Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte no que se refere ao programa ESCOLA INTEGRADA. Participa, através do eixo ESCOLA E SEUS SUJEITOS, da coordenação do curso: Formação Intercultural de Professores: curso especial para educadores indígenas de Minas Gerais, oferecido pela FAE/UFMG Em 2010, o grupo oferece curso de aperfeiçoamento: Educação Integral e Integrada pela Universidade Aberta do Brasil para 240 participantes. Também oferece o curso de extensão: Teias de Cidadania para educadores do Mais Educação do estado de Minas Gerais.

Publicações do GT
Vídeos