Pesquisadoras da ANPEd analisam problemas do Novo Ensino Médio e se posicionam a favor da revogação

Em meio às mobilizações de 15 de março pela revogação do Novo Ensino Médio em várias cidades do país, pesquisadoras da ANPEd se posicionaram a favor do movimento e criticam a fragmentação curricular gerada pela reforma do ensino médio.

A pesquisadora Maria Luiza Süssekind (UNIRIO), vice-presidente Sudeste da ANPEd disse, em entrevista ao programa Altos Papos da rádio Princesa FM de Feira de Santana (BA), que o Novo Ensino Médio é uma “bomba de desigualdade”, num contexto em que o acesso à educação superior é concentrado em um único caminho, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Leia a matéria aqui.

“O modelo de ensino médio que nós tínhamos, não era bom e tinha diversos problemas. O modelo do novo Ensino Médio é ruim e não se adequa à realidade nacional. Temos, pelo menos, 22 currículos diferentes e isso vai provocar uma bomba de desigualdade, quando nós temos um exame nacional único que garante o acesso ao ensino superior”, comenta Maria Luiza. Os problemas do currículo do Novo Ensino Médio já eram apontados pela pesquisadora em artigo publicado em 2019 e que pode ser baixado aqui.

Em entrevista para o jornal Opção (GO), Miriam Fábia Alves (UFG), diretora financeira da ANPEd, chamou a atenção para os prejuízos do Novo Ensino Médio, sobretudo para as/os/es estudantes da rede pública porque ele não assegura uma boa formação geral, nem profissional.

“O Novo Ensino Médio é pior ainda do que prevíamos, com uma fragmentação curricular muito grave, onde não há uma boa formação geral e nem profissional. Se já tínhamos problemas com o ensino médio, essa nova proposta piora ainda mais a formação dos jovens, principalmente de escolas públicas”, analisa Miriam. A reportagem está disponível aqui.

A ANPEd também divulgou um manifesto posicionando-se a favor da revogação e questionando a consulta pública aberta pelo Ministério da Educação (MEC) no dia 9 de março. Confira aqui.

Em artigo, Mônica Ribeiro da Silva, da UFPR e do Observatório do Ensino Médio, chama a atenção para a ausência de coordenação e a fragmentação de currículos, analisando os impactos negativos desse cenário para a formação dos jovens. O artigo está aqui.

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