Entrevista Especial – Maria Helena Camara Bastos

Confira a entrevista especial do Boletim Anped com acoordenadora do GT 02 da Associação, a professora Maria Helena Camara Bastos(PUCRS),  que analisa a atuação do GT História da Educação e suaarticulação junto à Anped e à área da educação em âmbito nacional einternacional.

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Como você avalia o trabalho de aprofundamento nadiscussão da História da Educação dentro do GT 02

Assumi a coordenação do GT 02 na 36ª reunião da ANPEd(2013), mas participo do grupo desde 1988. Desde então, é perceptível asignificativa atuação no aprofundamento da discussão, assim como, temparticipado ativamente de todos os eventos e iniciativas na área. Exemplo dissoé a constituição da Sociedade Brasileira de História da Educação que seconcretizou no âmbito do GT.

Como coordenadora do Grupo de Trabalho, quais questõesvocê avalia que devem avançar nesse processo?

Quando elaboramos a carta programa de nossacandidatura para o biênio 2013-2015, juntamente com a professora EsterFragaVilas-Bôas Carvalho do Nascimento, elencamos as seguintes metas, com oobjetivo de dar continuidade e solidificar as ações implementadas pelas gestõesanteriores

– Estimular a participação intensa da ANPED em relaçãoàs principais questões que envolvem a área de educação;

– Apoiar as relações estabelecidas entre o FórumNacional de Coordenadores de Programas de Pós-Graduação (FORPRED) com a Anped,bem como com os órgãos de fomento, tais como, fundações estaduais de apoio àpesquisa, FINEP, CAPES e CNPq;

– Colaborar cada vez mais ao aprimoramento do modelode organização da ANPED, a partir dos Programas de Pós-graduação e dospesquisadores articulados em torno dos Grupos de Trabalho temáticos e/oudisciplinares, como espaço da pluralidade teórica, metodológica e ideológica;

– Manter o grau de excelência das reuniões da Anped, apartir do aprimoramento do processo de arbitragem dos trabalhos (ComitêCientífico e Consultores Ad Hoc) e da ampla divulgação dos critérios e dosprocedimentos da avaliação;

– Manter a circulação ampla das informações atinentesa congressos, editais, encontros e publicações de interesse da comunidade doshistoriadores da educação através da constante atualização de nossa lista dee-mails;

– Estimular a participação dos membros do GT nasdecisões que afetam diretamente o grupo, pela consulta prévia a tomadas dedecisão que o envolvam;

Os Grupos de Trabalho têm papel central naestruturação das Reuniões Nacionais da ANPEd. Como funciona essa articulação equal o balanço do último encontro, em Goiânia (2013)?

           O GT teve uma extensa programação, com a presença de 157 participantes,representando 55 instituições de ensino superior e outras entidades. Em relaçãoà qualidade acadêmica da reunião, os membros do GT ressaltaram a discussãoqualificada que tem conferido às Reuniões Anuais da ANPEd um espaçodiferenciado de colaboração para a consolidação da área da História da Educaçãopela possibilidade de interlocução e discussão mais aprofundada dos trabalhosapresentados, além do papel político pedagógico da ANPEd na área da Educação.

           Foram apresentadas 11 comunicações orais e seis pôsteres. A coordenação do GTconfeccionou folders apresentando as pesquisas dos temas dos pôsteres,distribuídos aos participantes do GT durante a sua programação, iniciativamuito bem acolhida pelos presentes. Houve uma mesa-coordenada, com o título “Adisciplina de História da Educação em debate”, com trabalhos encomendados eparticipação de pesquisadores nacionais e internacionais. Além disso, ocorreu omini-curso “História do Tempo Presente e História da Educação: Questõesconceituais e perspectivas de pesquisas”.

Como exemplo de articulação na estruturação dasReuniões Nacionais da ANPEd, foi a realização conjunta do GT de História daEducação com o GT de Sociologia da Educação, GT de Filosofia da Educação e GTde Psicologia da Educação da sessão especial intitulada: “Relações entre aFilosofia, a História, a Psicologia e a Sociologia da Educação: tendências eperspectivas”.

Além das Reuniões Nacionais, como você vê aimportância do Grupos de Trabalho, em especial do GT 02, para o amadurecimentode temas caros à educação brasileira? E qual a relação do GT 02 com osencontros nacionais e internacionais de História da Educação?

O GT 02 tem contribuído ativamente com os eventos daárea no plano da divulgação, organização e participação – CongressosBrasileiros de História da Educação/SBHE; Congressos Iberoamericanos deHistória da Educação Latinoamericana/CIHELA;  International Standing Conference for theHistory of Education/ ISCHE -, e, em especial em relação àorganização dos Congressos Luso-brasileiros.

Também colabora e estabelece vínculos com as entidadesregionais, nacionais e internacionais do campo, em especial com a SociedadeBrasileira de História da Educação, bem como outras entidades científicas egrupos de pesquisas. Objetiva com essa ação ampliar e qualificar a construçãode políticas relacionadas com a ciência, tecnologia e educação, dentre outrasque contribuam para o desenvolvimento da área da História da Educação.

Por outro lado, estimula a organização de Encontros deIntercâmbio no interior do GT sobre temáticas consideradas estratégicas pelosseus membros; fomenta a reflexão sobre o estado da arte da Historiografia daEducação Brasileira, de maneira a contribuir para a formação damemória/identidade do campo, bem como para a crítica do conhecimento produzido.Dessa forma, também reitera a política de preservação da memória do GT2, com aconservação de arquivos e estabelecimento de parcerias com Centros de Memória.

Deixamos aqui também um espaço para você abordar algum outro assunto de relevância para o GT.

Fazendo uma busca pelo Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil/CNP(ago. 2013), com o descritor história da educação constam 701 gruposcadastrados; com o descritor cultura escolar, são 250; história daescola, 53, e assim por diante.Quem são, afinal, os “novos” historiadoresda educação brasileira? Identificar quem produz e orienta na área, possibilitauma análise geracional e uma análise da modelagem teórico-metodológica daprodução de pesquisa. Esse é um desafio para a área e, especialmente, para oGT, que deve ter por meta agregar novos pesquisadores, jovens colegas que estãoproduzindo na área e renovando seus quadros. 

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