GT 10: documento “Indicações para formulação, execução e avaliação de políticas públicas de formação continuada de alfabetizadores”

O GT 10 da ANPEd, juntamente à Rede Dialógica de Formação Continuada: avaliação do Pacto Nacional da Alfabetização na Idade Certa (PNAIC) e à Associação Brasileira de Alfabetização (ABALF) torna público um importante debate e diretrizes para a área. O documento intitulado “Indicações para formulação, execução e avaliação de políticas públicas de formação continuada de alfabetizadores” pode ser baixado clicando aqui.
Confira trechos do documento:
No Programa Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, a alfabetização é concebida como “um processo em que, ao mesmo tempo, as crianças possam aprender como é o funcionamento do sistema de escrita (relacionar unidades gráficas, as letras individualmente ou os dígrafos, às unidades sonoras, os fonemas), de modo articulado e simultâneo às aprendizagens relativas aos usos sociais da escrita e da oralidade. (BRASIL, 2012, unidade 1, ano 3, p. 15-16). Desse modo, assim como é proposto pela Associação Brasileira de Alfabetização (ABAlf), ela tem um significado abrangente, pois além do domínio do Sistema de Escrita Alfabética, se caracteriza como uma prática discursiva, e, desse modo, concretiza-se por meio de eventos de letramento diversificados, possibilitando uma leitura crítica da realidade pelos estudantes. Por esse prisma, a alfabetização se sustenta no princípio do diálogo, do respeito à diversidade e à pluralidade de ideias e na ação conjunta dos que lutam por uma alfabetização que garanta os direitos de aprendizagem da leitura, da escrita e suas interfaces com a oralidade a todas as crianças, jovens, adultos e idosos de nosso país, bem como elemento indispensável para o exercício pleno da cidadania.
Neste sentido, este Coletivo reivindica a revogação da Política Nacional de Alfabetização (PNA), pois esta proposta é pautada na negação de um conjunto de construtos teóricos e práticos acerca da alfabetização consolidado em pesquisas nos últimos anos, além de representar uma visão dicotômica sobre ciência, que supervaloriza uma única abordagem, negando, assim, a possibilidade do debate entre diferentes perspectivas teóricas. 
 

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