Do Rio a Salvador, o conhecimento das Marés resiste

No dia 16 de junho, a Universidade Popular dos Movimentos Sociais (UPMS), o Museu da Maré, o Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré (Ceasm) e a Fiocruz promoveram a sessão pública Marielle Vive!, na Tenda da Ciência, no campus de Manguinhos, no Rio de Janeiro. A partir do tema "Os movimentos sociais e as lutas pela construção de alternativas democráticas frente às múltiplas faces da violência", foi realizado debate com o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, da Universidade de Coimbra, a coordenadora do Museu da Maré, Cláudia Rose Ribeiro da Silva, e a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima.

O encontro foi marcado pela defesa da articulação de lutas sociais. Boaventura de Sousa Santos destacou a importância do diálogo entre os conhecimentos científico e popular, além de denunciar o cenário atual, no qual inicia-se um processo de criminalização do conhecimento, com educadores e pesquisadores perseguidos e censurados. 

A UPMS promoveu uma oficina na Maré dias antes da audiência pública. O evento foi bastante simbólico e propositivo, pois articulou a luta dos moradores da Maré, do Rio de Janeiro, e a luta de moradores da comunidade tradicional da Ilha de Maré, de Salvador - o encontro das Marés foi exemplo de como unir os movimentos sociais e suas lutas. 

A Universidade Popular dos Movimentos Sociais foi proposta pela primeira vez por Boaventura, no Fórum Social Mundial, em 2003. 

 

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