Marcos Villela Pereira| Universidade Pública: democracia, diferença e resistência

Marcos Villela Pereira

Minha formação básica se deu, em grande parte, na escola pública. Seis, dos onze anos de Educação Básica, os cumpri em um colégio municipal. Depois, apesar de ter cursado a Licenciatura em uma universidade comunitária (era aluno trabalhador, fiz ensino noturno), trabalhei a maior parte da minha vida em universidades federais e em relação estreita com redes públicas de ensino.

Durante décadas lutamos para assegurar o acesso e a permanência dos estudantes à educação escolar, em todos os níveis. E o principal efeito dessa luta foi a transformação das escolas e universidades no espaço de coexistência de uma grande diversidade de sujeitos.

Com o passar do tempo, as escolas e universidades se converteram em um exemplo de prática democrática. Menos pelos rumos ou decisões que toma, e mais pelo fato de serem um lugar heterogêneo, com uma extensa (e intensa) variedade e diversidade de sujeitos que coexistem em seu cotidiano. A democracia se expressa na prática do debate, no dia-a-dia da negociação de posições, na efervescência de demandas dos diferentes sujeitos e grupos que acreditam na educação escolar como uma importante via para a formação de um cidadão crítico, um trabalhador engajado nas lutas de enfrentamento da injustiça social, a favor da redução das assimetrias e da desigualdade que tanto fazem mal à humanidade.

Em defesa da escola e da universidade públicas, em defesa da prática democrática, em defesa da liberdade de expressão e de cátedra, e da cultura plural, havemos de não silenciar nossas vozes nem enfraquecer nossos esforços.                                                               

 

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